Piter Rafael Scheuer, meteorologista que contribui para diversos veículos de comunicação na elaboração da Previsão do Tempo e Clima e que só em Santa Catarina atende mais de 50 emissoras de rádios com boletins meteorológicos diários, além de emissoras de TVs, fez um alerta na última sexta-feira (15/5).
Piter alertou sobre a formação de um possível super El Niño que pode provocar chuva extrema, temporais severos e aumento no risco de enchentes no Sul do Brasil nos próximos meses.
De acordo com o meteorologista, o fenômeno climático tem potencial para ser um dos mais intensos da história recente, senão o pior da história, para outros meteorologistas.
Piter esclareceu que o aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial já demonstra sinais de forte interação entre oceano e atmosfera, cenário que é considerado favorável para aumentar os impactos climáticos no segundo semestre deste ano.
Segundo afirma, os mapas climáticos mostram águas extremamente aquecidas em profundidades que variam entre 150 e 200 metros, chegando perto de 400 metros em algumas áreas do Oceano Pacífico Equatorial.
Esse aumento da temperatura ocorre por causa de uma intensa onda de Kelvin, fenômeno oceânico que ajuda a fortalecer o El Niño.
Para ele, as projeções indicam temperaturas próximas ou acima de 3°C da média, patamar que pode ser considerado muito acima do normal.
O fenômeno já começou a produzir influência sobre o clima de forma leve em maio, mas, tende a ficar mais intenso ao longo de junho, julho e agosto.
O Estado do Paraná pode ter chuva acima da média e temporais que, de acordo com a previsão apresentada pelo meteorologista, está entre os estados que podem registrar os maiores volumes de chuva durante o avanço do fenômeno.
Segundo ele, pelas análises de modelos climáticos, as chuvas poderão ocorrer, muito acima da média, principalmente entre agosto, setembro, outubro e novembro.
Importante lembrar, e nisso as DEFESAS CIVIS JÁ ESTÃO ALERTANDO, que o cenário inclui temporais frequentes, rajadas de vento, granizo e acumulados elevados em períodos muito curtos.
Ele ainda destaca que o comportamento do El Niño pode ser irregular nos primeiros meses, com cidades vizinhas apresentando cenários completamente diferentes. Podendo ocorrer temporais e grandes acumulados de chuva em algumas cidades e em outras próximas, pouca chuva.
Piter esclarece que, esse padrão, lembra episódios históricos como os de 1982, 1983 e 2015, anos marcados por enchentes e eventos climáticos extremos no Sul do Brasil.
Ele também alerta para enchentes e deslizamentos de terra. No final do inverno e durante a primavera, espera-se que ocorram ainda mais instabilidades atmosféricas.
“Depois que ele estiver com todo o vapor, com toda a energia, que é no final do inverno e durante a primavera como um todo, sai da frente, porque vem chumbo grosso: enchentes, alagamentos, enxurradas, deslizamentos de terra e quedas de barreira”, alertou Piter Scheuer.

O SIMEPAR (Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná) está acompanhando semanalmente a evolução do El Niño e seus possíveis reflexos sobre o clima do Paraná.
A Defesa Civil do Paraná também já atua na orientação de prefeituras, com treinamentos, simulados e ações preventivas para reduzir impactos em situações de emergência.
O Governo do Estado, através do Fundo Estadual para Calamidade Pública (Fecap), já destinou R$ 16,2 milhões nos últimos meses para obras preventivas em municípios paranaenses. Esses recursos foram aplicados em drenagem urbana em Londrina e Guaratuba, além da construção de pontes rurais em Espigão Alto do Iguaçu.
Outra frente de preparação envolve a capacitação de voluntários. Neste mês, a Defesa Civil promove a maior formação já realizada no estado, com mais de 3 mil pessoas em treinamento para atuação em situações extremas.
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